Marketing de conteúdo, marketing digital e mídias sociais: a diferença entre produto e canais

12/09/2016

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Hoje, muito se ouve falar sobre marketing digital, marketing de conteúdo e mídias sociais. Para quem não é do ramo e recebe essas informações de uma só vez, muitas vezes fica complicado assimilar a real diferença entre eles.

Pensando nisso, Gavroche Fukuma, diretor de marketing de conteúdo da Economídia, escreveu para o portal Meio & Mensagem um texto que exemplifica bem as diferenças entre esses conceitos, defendendo-os como o caminho para a entrega de um conteúdo focado na qualidade. Acompanhe com a gente!

No século passado o marketing ainda acontecia apenas por meio do bom e velho conceito eternizado por Philip Kotler e seus 4Ps: Produto, Preço, Promoção e Praça. Com o passar do tempo e a chegada do marketing digital, os 4Ps de Kotler ganharam mais 3 Ps, incluindo-se aí Pessoas, Processo e Performance (ou Prova Física).

Esses novos Ps foram essenciais na forma como empresas e marcas passaram a vender seus produtos e serviços, e como o próprio Kotler sempre frisou, “na forma como poderíamos influenciar pessoas”.

Ao invés de pensar apenas em quanto o produto vai custar e quais serão as formas de pagamento, o mercado passou a se interessar muito mais em conhecer qual é o público com quem precisa lidar e como acontece a sua experiência de compra.

Pensar no público como o centro de toda nossa comunicação é o grande segredo para produzir conteúdos cada vez mais coerentes e atrativos. Não é raro encontrarmos empresas e agências que focam toda sua estratégia na elaboração de complexos planos de mídia programática, muito bem segmentada na busca do “seu” consumidor. Ok!

Aí então é preciso medir a conversão e muito se surpreendem ao ver um grande número de visitas (leads), mas poucas compras finalizadas.

O que alguns deles ainda falham é não perceber que não basta apenas trazer o seu consumidor até sua loja ou site. É preciso que, assim como você buscou segmentar precisamente o seu público, também seja entregue um produto ou conteúdo que envolva, conquiste e entretenha. É preciso entregar aquilo que foi prometido quando fizemos o nosso anúncio com palavras-chave escolhidas a dedo, até que cheguemos ao famoso: “shut up and take my money!”

Para realizar toda essa amarração entre a segmentação de público e conteúdo, começa a se consolidar no mercado das agências de comunicação uma nova denominação para se fazer “quase” a mesma coisa que já se fazia, mesmo sem saber que era esse o seu nome: é o marketing de conteúdo. A meu ver, um nome muito mais apropriado para o produto que todas as agências de comunicação deveriam entregar. E por que marketing de conteúdo e não apenas comunicação digital ou mídias sociais como tantas agências se anunciam? Porque esses são canais e não produtos!

Comunicação digital e mídias sociais são apenas o caminho para aquilo que temos a entregar: conteúdo de qualidade, perfeitamente ajustado ao público de nossos clientes, aquele texto, imagem ou vídeo que as pessoas assistem e logo se veem naquela mesma situação, um conteúdo que você lê e logo te faz lembrar de alguém com quem você sente necessidade de compartilhar aquela informação.

Não é fácil! Não tem fórmula mágica! Não se acerta logo na primeira tentativa! Mas sabendo medir (ler) suas KPIs, em pouco tempo é possível corrigir o ajuste fino que fará os índices de conversão saltarem aos olhos. Vale tentar!
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