A taxa de entregabilidade de e-mail marketing cresceu em 2016. Mas o que melhorar para as pessoas abrirem seu newsletter?

22/08/2016

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A Return Parthe divulgou recentemente um relatório de Benchmark de Entregabilidade 2016 que mostra que e-mails comerciais, ou os chamados newsletters, tiveram elevação do seu índice de entregabilidade.

A pesquisa registrou neste ano uma taxa de 84%, contra 74% em 2015 e 60% em 2014. Os números, bastante significativos, se mostram fundamentais para que os profissionais de marketing reforcem as boas práticas para campanhas de e-mail satisfatórias.

Estar ativo na caixa de entrada do consumidor é sinônimo de vendas, afinal, quem vê o e-mail, abre. Ao se envolver, acaba hora ou outra convertendo.

O portal Proxxima decidiu aprofundar-se neste tema e entender o que realmente faz a diferença dentro das boas práticas do e-mail marketing.

E para responder essa pergunta, consolidou os dados históricos de 10 grandes varejistas digitais clientes da Enext no período de Junho de 2014 até Junho de 2016.

Armado com 31.874 assuntos distintos das campanhas disparadas por estes varejistas e com um total de quase 1.4 bilhão de disparos e 210 milhões de aberturas únicas procurou responder a pergunta – O que faz as pessoas abrirem e-mails?

Alguns dos aprendizados:

A maioria dos e-mails não é aberta.

Como sabemos, a realidade do e-mail marketing é um pouco cruel. Dentre as campanhas analisadas tivemos disparos segmentados, réguas de relacionamento, disparos via trigger de interação e mesmo assim a taxa geral de abertura foi de apenas 15,32%.

Porém, algumas campanhas apresentaram resultados positivamente desproporcionais do que outras. Das 16 mil campanhas que foram enviadas para uma base superior à 100 destinatários, uma em cada dez apresentou uma taxa de abertura superior à 30%.

Ao mesmo tempo, duas em cada dez apresentaram uma taxa de abertura menor do que 10%.

É sensível a disparidade, e é claro que estes resultados foram impactos por uma série de fatores diferentes. Vou passar por alguns fatores que são influenciadores.

Não deixe seu assunto muito longo

Por bastante tempo ouviu-se que assuntos deveriam possuir de 40 à 60 caracteres, dentro daquelas “boas práticas” de e-mail marketing. Os resultados mostram que esta declaração pode estar um pouco passada.

Mesmo você não querendo ler um assunto de 80 caracteres, os dispositivos desktops ainda apresentam estes assuntos de uma ótima forma. Porém cada vez mais lemos e-mails por nosso celular. E em aplicativos de e-mail como Gmail ou Hotmail os assuntos aparecem cortados a partir de 30 caracteres.

É nítido que assuntos mais curtos apresentam maiores taxas de aberturas. A diferença entre os menores e maiores chegou a quase 10 pontos percentuais.

Aprendizado

Mantenha-os curtos, curtos mesmo. E quando optar por assuntos maiores não se esqueça de passar a informação principal dentro dos primeiros 30 caracteres.

Personalizar assuntos realmente funciona?

Minha última recomendação padrão é a personalização de assuntos. Você pode fazer isso usando qualquer peça de informação que você coletou com um endereço de e-mail, mas na maioria das vezes é o nome do destinatário.

O pensamento é que usando algo personalizado, o assunto passe um sentimento de maior intimidade com o destinatário e consequentemente faça-o a abrir mais os e-mails.

Aprendizado

Mas, novamente quando analisei os dados, a personalização não parece ter esse efeito. Cerca de 16% das campanhas possuem alguma variável de personalização, porém a taxa média de abertura se mostrou bem abaixo da média total (15,32%).

Agora que entendemos um pouco mais sobre o que realmente faz a diferença dentro das boas práticas do e-mail marketing, é o momento de olhar a sua caixa de entrada e perceber um pouco mais sobre o sentido desses dados. Vamos?
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