Instagram, Gol, OI, e as novas identidades visuais que tem dado o que falar na web

23/05/2016

Este primeiro semestre de 2016 parece ser o escolhido das marcas para fazer o redesign de seus logotipos. Em um espaço de tempo muito pequeno, marcas consolidadas apresentaram as suas mudanças, entre elas OI, HP, TIM, Uber, Gol e o Instagram.

Como a internet não perdoa, a cada identidade visual apresentada, um estranhamento era causado, e opiniões contrárias e favoráveis dividiam-se no gosto do público.

Antes de carimbar a sua opinião com um gostei ou detestei, que tal ficar por dentro de cada caso e entender um pouco mais sobre as reais funcionalidades e finalidades das mudanças destas empresas muito conhecidas e em sua maioria de branding bem estabelecido?

Veja os casos da Oi, Apple, Gol e Instagram nesta análise do Leonardo Santtos para o site Design Culture.

Para o Leonardo Santtos essa mudança radical, assim de repente, causar estranhamento é natural. Nossa mente tenta receber o novo e se adequar a ele, mas pra isso, tem que sufocar a visualidade que você passou anos acostumado e que já tinha por comum.

Leia agora sobre os casos da Oi, Apple, Gol e Instagram analisados por ele no site Design Culture:

O caso da OI, por exemplo

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Você provavelmente não gostou. Ou gostou? Bem, foi um projeto bastante discutido e que dividiu muita gente. É claro que já convivíamos com o antigo logo da OI há anos, um branding consistente, forte. E então tudo muda. E quando você ouve falar em mudança de Identidade Visual, naturalmente a primeira coisa que você espera, é que seja bonita, pelo menos mais bonita que a anterior, não é mesmo?

Mas você designer não deve esquecer que o Design é funcionalidade, é solução e resolução e não só estética. A beleza é relativa, mas a função não. Você projeta uma peça para uma finalidade, então ela será uma peça de design se funcionar para tal finalidade. Você deve ter pensado: Ah... Então eu não devo me preocupar com a beleza, com a estética do negócio? Sim, sempre! Quem me conhece um pouco sabe que eu defendo isso em todo trabalho que realizo. Entretanto, o que eu quero que você pense, é que boa parte do que achamos bonito hoje, é resultado de um longo processo de fixação de referencias, repertório e influencias na mente.

Não digo tendências, por que eu não espero que vocês, profissionais ou aspirantes da criação, se prendam a tendências. A visualidade de um projeto de design é diretamente ligado ao seu conceito e contexto. Então, devemos levar em consideração, antes de criar ou julgar um projeto de marca, é que as tendências passam, sua marca não deve passar, mas estar pronta pra elas. Tudo vai depender do Branding.

O logo da OI tem um conceito muito bom, partiu da ideia das entonações, timbres e intensidade da voz. Resultando num espectro de cores e formas orgânicas mutáveis. Isso é brilhante e funciona, a marca comunica sua ideia. Além disso, de olho no futuro, muitas marcas estão adotando a liquidez, nova e interessante forma de se propor logotipos. Desenhados para serem interativos, mudando, transformando-se de acordo com o espaço, posição, uma espécie de responsividade.

Só que no final de tudo, sua mente insiste em questionar se está bonito ou feio. Isso o branding vai responder algum tempo depois, quando esse novo visual atingir sua maturidade. A OI está em toda parte com sua nova identidade visual, vai praticar seu conceito, vai fixar essa imagem. Você vai ser atingido por um comportamento que o profissional que desenhou a marca da OI e de tantas outras, já havia pesquisado e planejado. Isso vale para muitas outras, para as que realmente funcionam.

Veja o logotipo da Apple. Lá no início ele era este:

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E então resolvem mudar para uma simples maçã mordida. Naquele tempo, muita gente deve ter dito: “Mas que p**** é essa?” E o que dizem hoje de uma maçã mordida que representa uma empresa de tecnologia, não é fruto (Olha o trocadilho :D) apenas de sua beleza e simplicidade. É resultado de um ótimo branding, de um conceito refinado e alto nível de profissionalidade.

Entretanto, nem todo redesign funciona.
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Olhando o novo logotipo da Gol, ele nos faz ler GOOL, mesmo conhecendo a empresa há tanto tempo. Se isso não é o planejado, então não funcionou. Não se trata apenas de estar bonito.

Quanto ao ícone e nova identidade visual do Instagram e seus gradientes. Funciona?
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Segundo o próprio Instagram, “O visual atualizado reflete o quão vibrante e diversa se tornou a narração de histórias de seus usuários.” O novo ícone com uma câmera minimalista e as cores do arco-íris em degradê inicia uma linha de visualidade mais simples, leve e totalmente focada no conteúdo. O design do aplicativo agora está mais limpo, nas cores branco e preto. O visual conserva as características principais, refina e centraliza o conceito.

Alguns alegam que o ícone destoa na grade de apps, outros acham que o degradê é uma nova e feia tendência. Esse estilo de degradê não é uma tendência de agora, há muitos é usado em logotipos e principalmente em ícones de aplicativos. Para quem usa iPhone, este novo ícone do Instagram harmonizou perfeitamente com os demais (haha). E, respeitando a opinião pessoal, é importante deixar de lado a radicalidade de julgamento e preconceito com os estilos no design. Olhar mais a fundo.

E aí, tem uma nova opinião a respeito destas mudanças? Participe e deixe seu ponto de vista sobre o tema em nossos comentários!
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